Para falarmos de ansiedade, podemos pensar na antiga lenda da Esfinge, que segundo consta, cada viajante que passava por ela tinha que parar e decifrar um enigma. Caso não conseguisse responder certo seria devorado.
Hoje em dia comparamos essa esfinge ao mundo que nos rodeia. Fatores como a pressão por parte de quem gostamos – que muitas vezes só existe em nós e não no outro -, desrespeito de nossos limites, incertezas, preocupação antecipada, baixa auto estima, e pensamentos como ‘o que vão pensar de mim?’, ‘tenho que mostrar para eles’, ‘não posso errar!’, ‘não aceito o segundo lugar!’, acabam por nos impedir de darmos o que temos de melhor.
São tantas as preocupações do mundo capitalista, que muitas vezes nosso corpo acaba por receber o impacto de situações cotidianas que a mente não conseguiu elaborar adequadamente. Nos últimos anos foram realizados no estado de São Paulo 50 Cursos sobre Ansiedade e Relaxamento, atendendo a mais de 1000 pessoas, e em mais de 70% das pessoas, um fator bastante comentado foi uma situação conhecida como “engolir sapo” , que é bastante comum, mas desencadeia um sentimento que se não for adequadamente direcionado, pode resultar em diversos tipos de sintomas, conforme o caso. A angústia, pressão no peito, mal estar, estômago embrulhado, dor de cabeça, já foram encontradas como fatores desencadeados e observados em alguns anos de trabalho clínico. Outros casos e outros fatores já mostraram que quando convertemos emoções em sintomas orgânicos, estamos expressando de forma inconsciente algo que “não está muito bem em nós”, podendo também aparecer na forma de problemas de sono, dores, perda ou excesso de apetite, compulsividade, impaciência, depressão, “nervosismo”, disfunções cardíacas, respiratórias, circulatórias ou musculares, perda de memória e raciocínio, além de uma lista imensa de outros possíveis sintomas, que são necessários para nos darmos conta de que algo está errado conosco, nos casos de maior profundidade podemos desenvolver uma síndrome do pânico, que atualmente não é difícil encontrar.
Onde está esta esfinge que nos devora aos poucos, tornando um tormento nossa passagem pela vida?
A esfinge esta dentro de nós e nós nos devoramos cada vez que desrespeitamos nossos próprios limites, nos impondo metas que não estamos preparados para enfrentar, e pior, sem aceitar o nosso lado humano, que erra e não é perfeito.
Por outro lado, as respostas certas também estão dentro de nós, mas ao depararmos com ‘a esfinge’, ou seja, nossa exigência de perfeição, somos envolvidos pelo medo de sermos vistos como ‘meros mortais’, ficando impossibilitados de pensar com coerência.
A maneira como nos sentimos é que faz toda a diferença entre sucesso e fracasso. Não depende de nossa capacidade, mas do estado mental e físico que vivenciamos em determinado momento.
Para mudar nossas capacidades, precisamos modificar nosso estado interior, pois isso nos impede de percebermos adequadamente a situação à nossa volta.
MARCUS VINICIUS MORENO
psicólogo e terapeuta corporal
marcus.cosmus@hotmail.com
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