O curso A Inteligência Norteando a Paz ocorre em Nazaré Paulista-SP nos dias 18 a 20/06/2010.
Nazaré Uniluz é uma escola de desenvolvimento integral do ser humano e de sua inter relação com a totalidade da vida (www.nazaréuniluz.org.br).
A Inteligencia Norteando a Paz aborda a compreensão da relação corpo-mente-emoções através de técnicas de auto conhecimento, levando ao melhor auto compreensão e levando ao entendimento de como se formam as tensões musculares cronicas e como estas afetam comportamento e emoção.
Como desenvolver um comportamento assertivo? Melhorar a saude fisica, mental e emocional?
Os tipos e padrões de sentimentos tem padrões que poderiam ser observados. Voce já percebeu como o instinto se manifesta no seu dia a dia? Sua verdade pessoal condiz com a realidade que vive?
Sofrimentos e repetições das mesmas situações emocionais geram circulos viciosos.
A inteligencia cognitiva pode analisar o proprio comportamento diante de situações comuns, mas desgastantes emocionalmente.
Sua inteligencia pode ser usada em seu favor.
Perceber a realidade como é, aceitar que o que não tem solução está solucionado e deixar o tempo agir pode ser um caminho para a paz interior.
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quinta-feira, 20 de maio de 2010
domingo, 23 de agosto de 2009
O SÁBIO SABE?
Há quase dois mil e quinhentos anos, na Grécia Antiga, nasceu Sócrates, que se destacou como filósofo e nos deixou como legado sua dialética, ou seja, sua forma de olhar para coisas que parecem banais e, comparando-as, chegar a fantásticas conclusões.
Sócrates foi bastante simples em seus modos, mas um grande pensador.
Certa vez Querofante, seu amigo de infância foi com ele ao famoso oráculo de Delfos e perguntou à sacerdotisa quem era mais sábio que Sócrates. A mesma respondeu que não havia alguém mais sábio.
Sócrates estranhou essa resposta, pois se observava como não sendo nem muito sábio nem pouco.
Apesar de saber que o oráculo não mentiria, saiu à procura de alguém mais sábio para que pudesse mostrá-lo à sacerdotisa, dizendo: “eis aqui um mais sábio do que eu, quando tu disseste que eu o era!”.
Mas ao procurar esse sábio, examinando seus conhecimentos, percebia que quem passava por sábio aos olhos de muita gente e até aos próprios, não o era.
Ao retirar-se concluía para si mesmo: “mais sábio do que esse homem eu sou; é bem provável que nenhum de nós saiba nada de bom, mas ele supõe saber alguma coisa e não sabe, enquanto eu, se não sei, tampouco suponho saber. Parece que sou um pouquinho mais sábio que ele justamente em não supor que saiba o que não sei”.
Nesta busca pela verdade, Sócrates acabou, mesmo sem querer, semeando muitos inimigos, pois o orgulho que sustentavam esses falsos sábios acabava minado pelos questionamentos e ao cair a mascara de sábio, feria-lhes o orgulho e o espelho da realidade gerava raiva e ódio.
Essa é uma realidade ainda nos dias de hoje, onde muitos precisam “manter as aparências”.
Entendo ser uma pessoa humilde alguém que é simplesmente o que é, sem a necessidade de parecer mais. Certas pessoas usam de falsa modéstia para parecer humildes, mas não é necessário se colocar abaixo do que se é, nem acima.
Sócrates sabia de suas capacidades e suas limitações. Não cometia excessos, pois não precisava deles. Era feliz e sereno, satisfeito com o que tinha, sem ambições, podendo, assim, viver plenamente a vida.
Hoje em dia é muito comum quem trabalhe até enquanto sonha, preocupando-se em trabalhar ainda mais para juntar riquezas, e nosso orgulho nos transforma em super homens ou super mulheres, fazendo-nos sentir heroicamente estressados, por vezes julgando e nomeando os outros como ociosos, improdutivos, desprezíveis ou inúteis.
O orgulho muitas vezes nos impede de crescer, seja como pessoa, família, grupo, empresa ou país.
Quando alguém diz algo que nos incomoda, seria interessante analisar por que isso incomoda. Por vezes taxamos de inimigo a pessoa que pode nos abrir os olhos para muitas limitações nossas, mas perdemos a oportunidade simplesmente devido o orgulho.
Se nos fala algo que não condiz com a realidade, a verdade cedo ou tarde aparecerá, e se nada devo, nada tenho a pagar.
Se precisou inventar mentiras ou calúnias para prejudicar-me, enquanto eu não preciso, ele deve estar em piores condições que eu, precisando de falsidades para conduzir a vida. Pobre coitado! Será que não percebeu que a vida é como um bumerangue e o que oferecemos ao mundo nos é devolvido?
A mentira pode reinar por um tempo, mas o próprio tempo mostra a verdade.
Se o que a outro diz for verdade, tendo a humildade de reconhece-la, terei a chance de aprender com o fato e ser pessoa melhor.
Esse é o caminho para se ter a certeza interior de que caminho seguir, que dores continuar carregando pela estrada da vida, quais boas qualidades realmente tenho e posso oferecer ao mundo, e que tendências negativas seria conveniente ou bom corrigir. Como dizia o filósofo, “Conhece-te a ti mesmo”.
Sócrates foi bastante simples em seus modos, mas um grande pensador.
Certa vez Querofante, seu amigo de infância foi com ele ao famoso oráculo de Delfos e perguntou à sacerdotisa quem era mais sábio que Sócrates. A mesma respondeu que não havia alguém mais sábio.
Sócrates estranhou essa resposta, pois se observava como não sendo nem muito sábio nem pouco.
Apesar de saber que o oráculo não mentiria, saiu à procura de alguém mais sábio para que pudesse mostrá-lo à sacerdotisa, dizendo: “eis aqui um mais sábio do que eu, quando tu disseste que eu o era!”.
Mas ao procurar esse sábio, examinando seus conhecimentos, percebia que quem passava por sábio aos olhos de muita gente e até aos próprios, não o era.
Ao retirar-se concluía para si mesmo: “mais sábio do que esse homem eu sou; é bem provável que nenhum de nós saiba nada de bom, mas ele supõe saber alguma coisa e não sabe, enquanto eu, se não sei, tampouco suponho saber. Parece que sou um pouquinho mais sábio que ele justamente em não supor que saiba o que não sei”.
Nesta busca pela verdade, Sócrates acabou, mesmo sem querer, semeando muitos inimigos, pois o orgulho que sustentavam esses falsos sábios acabava minado pelos questionamentos e ao cair a mascara de sábio, feria-lhes o orgulho e o espelho da realidade gerava raiva e ódio.
Essa é uma realidade ainda nos dias de hoje, onde muitos precisam “manter as aparências”.
Entendo ser uma pessoa humilde alguém que é simplesmente o que é, sem a necessidade de parecer mais. Certas pessoas usam de falsa modéstia para parecer humildes, mas não é necessário se colocar abaixo do que se é, nem acima.
Sócrates sabia de suas capacidades e suas limitações. Não cometia excessos, pois não precisava deles. Era feliz e sereno, satisfeito com o que tinha, sem ambições, podendo, assim, viver plenamente a vida.
Hoje em dia é muito comum quem trabalhe até enquanto sonha, preocupando-se em trabalhar ainda mais para juntar riquezas, e nosso orgulho nos transforma em super homens ou super mulheres, fazendo-nos sentir heroicamente estressados, por vezes julgando e nomeando os outros como ociosos, improdutivos, desprezíveis ou inúteis.
O orgulho muitas vezes nos impede de crescer, seja como pessoa, família, grupo, empresa ou país.
Quando alguém diz algo que nos incomoda, seria interessante analisar por que isso incomoda. Por vezes taxamos de inimigo a pessoa que pode nos abrir os olhos para muitas limitações nossas, mas perdemos a oportunidade simplesmente devido o orgulho.
Se nos fala algo que não condiz com a realidade, a verdade cedo ou tarde aparecerá, e se nada devo, nada tenho a pagar.
Se precisou inventar mentiras ou calúnias para prejudicar-me, enquanto eu não preciso, ele deve estar em piores condições que eu, precisando de falsidades para conduzir a vida. Pobre coitado! Será que não percebeu que a vida é como um bumerangue e o que oferecemos ao mundo nos é devolvido?
A mentira pode reinar por um tempo, mas o próprio tempo mostra a verdade.
Se o que a outro diz for verdade, tendo a humildade de reconhece-la, terei a chance de aprender com o fato e ser pessoa melhor.
Esse é o caminho para se ter a certeza interior de que caminho seguir, que dores continuar carregando pela estrada da vida, quais boas qualidades realmente tenho e posso oferecer ao mundo, e que tendências negativas seria conveniente ou bom corrigir. Como dizia o filósofo, “Conhece-te a ti mesmo”.
sábado, 25 de julho de 2009
A ESFINGE DA ANSIEDADE
Para falarmos de ansiedade, podemos pensar na antiga lenda da Esfinge, que segundo consta, cada viajante que passava por ela tinha que parar e decifrar um enigma. Caso não conseguisse responder certo seria devorado.
Hoje em dia comparamos essa esfinge ao mundo que nos rodeia. Fatores como a pressão por parte de quem gostamos – que muitas vezes só existe em nós e não no outro -, desrespeito de nossos limites, incertezas, preocupação antecipada, baixa auto estima, e pensamentos como ‘o que vão pensar de mim?’, ‘tenho que mostrar para eles’, ‘não posso errar!’, ‘não aceito o segundo lugar!’, acabam por nos impedir de darmos o que temos de melhor.
São tantas as preocupações do mundo capitalista, que muitas vezes nosso corpo acaba por receber o impacto de situações cotidianas que a mente não conseguiu elaborar adequadamente. Nos últimos anos foram realizados no estado de São Paulo 50 Cursos sobre Ansiedade e Relaxamento, atendendo a mais de 1000 pessoas, e em mais de 70% das pessoas, um fator bastante comentado foi uma situação conhecida como “engolir sapo” , que é bastante comum, mas desencadeia um sentimento que se não for adequadamente direcionado, pode resultar em diversos tipos de sintomas, conforme o caso. A angústia, pressão no peito, mal estar, estômago embrulhado, dor de cabeça, já foram encontradas como fatores desencadeados e observados em alguns anos de trabalho clínico. Outros casos e outros fatores já mostraram que quando convertemos emoções em sintomas orgânicos, estamos expressando de forma inconsciente algo que “não está muito bem em nós”, podendo também aparecer na forma de problemas de sono, dores, perda ou excesso de apetite, compulsividade, impaciência, depressão, “nervosismo”, disfunções cardíacas, respiratórias, circulatórias ou musculares, perda de memória e raciocínio, além de uma lista imensa de outros possíveis sintomas, que são necessários para nos darmos conta de que algo está errado conosco, nos casos de maior profundidade podemos desenvolver uma síndrome do pânico, que atualmente não é difícil encontrar.
Onde está esta esfinge que nos devora aos poucos, tornando um tormento nossa passagem pela vida?
A esfinge esta dentro de nós e nós nos devoramos cada vez que desrespeitamos nossos próprios limites, nos impondo metas que não estamos preparados para enfrentar, e pior, sem aceitar o nosso lado humano, que erra e não é perfeito.
Por outro lado, as respostas certas também estão dentro de nós, mas ao depararmos com ‘a esfinge’, ou seja, nossa exigência de perfeição, somos envolvidos pelo medo de sermos vistos como ‘meros mortais’, ficando impossibilitados de pensar com coerência.
A maneira como nos sentimos é que faz toda a diferença entre sucesso e fracasso. Não depende de nossa capacidade, mas do estado mental e físico que vivenciamos em determinado momento.
Para mudar nossas capacidades, precisamos modificar nosso estado interior, pois isso nos impede de percebermos adequadamente a situação à nossa volta.
MARCUS VINICIUS MORENO
psicólogo e terapeuta corporal
marcus.cosmus@hotmail.com
Hoje em dia comparamos essa esfinge ao mundo que nos rodeia. Fatores como a pressão por parte de quem gostamos – que muitas vezes só existe em nós e não no outro -, desrespeito de nossos limites, incertezas, preocupação antecipada, baixa auto estima, e pensamentos como ‘o que vão pensar de mim?’, ‘tenho que mostrar para eles’, ‘não posso errar!’, ‘não aceito o segundo lugar!’, acabam por nos impedir de darmos o que temos de melhor.
São tantas as preocupações do mundo capitalista, que muitas vezes nosso corpo acaba por receber o impacto de situações cotidianas que a mente não conseguiu elaborar adequadamente. Nos últimos anos foram realizados no estado de São Paulo 50 Cursos sobre Ansiedade e Relaxamento, atendendo a mais de 1000 pessoas, e em mais de 70% das pessoas, um fator bastante comentado foi uma situação conhecida como “engolir sapo” , que é bastante comum, mas desencadeia um sentimento que se não for adequadamente direcionado, pode resultar em diversos tipos de sintomas, conforme o caso. A angústia, pressão no peito, mal estar, estômago embrulhado, dor de cabeça, já foram encontradas como fatores desencadeados e observados em alguns anos de trabalho clínico. Outros casos e outros fatores já mostraram que quando convertemos emoções em sintomas orgânicos, estamos expressando de forma inconsciente algo que “não está muito bem em nós”, podendo também aparecer na forma de problemas de sono, dores, perda ou excesso de apetite, compulsividade, impaciência, depressão, “nervosismo”, disfunções cardíacas, respiratórias, circulatórias ou musculares, perda de memória e raciocínio, além de uma lista imensa de outros possíveis sintomas, que são necessários para nos darmos conta de que algo está errado conosco, nos casos de maior profundidade podemos desenvolver uma síndrome do pânico, que atualmente não é difícil encontrar.
Onde está esta esfinge que nos devora aos poucos, tornando um tormento nossa passagem pela vida?
A esfinge esta dentro de nós e nós nos devoramos cada vez que desrespeitamos nossos próprios limites, nos impondo metas que não estamos preparados para enfrentar, e pior, sem aceitar o nosso lado humano, que erra e não é perfeito.
Por outro lado, as respostas certas também estão dentro de nós, mas ao depararmos com ‘a esfinge’, ou seja, nossa exigência de perfeição, somos envolvidos pelo medo de sermos vistos como ‘meros mortais’, ficando impossibilitados de pensar com coerência.
A maneira como nos sentimos é que faz toda a diferença entre sucesso e fracasso. Não depende de nossa capacidade, mas do estado mental e físico que vivenciamos em determinado momento.
Para mudar nossas capacidades, precisamos modificar nosso estado interior, pois isso nos impede de percebermos adequadamente a situação à nossa volta.
MARCUS VINICIUS MORENO
psicólogo e terapeuta corporal
marcus.cosmus@hotmail.com
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