domingo, 17 de outubro de 2010

Eleições

Tenho observado nas propagandas politicas e nas bocas das pessoas com quem converso uma postura que caracteriza um traço infantil: o extremismo.
Para uma criança é dificil encontrar um meio termo, ou amo, ele é o maior, ou odeio totalmente, as vezes tendo as duas posturas pela mesma pessoa.
Já decidi em quem votar, mas essa escolha é uma decisão pessoal.
Mesmo decidindo por um dos dois, não desqualifico o outro, pois sei que ambos tem boas qualidades, assim como determinadas limitações.
Por que tem de ser oito ou oitenta?
Alguns se posicionam apenas pelo que ouviram falar, sem verificar a veracidade das informações.
Outros usam uma postura de escandalização diante das informações. Escandalo não ajuda ninguem, e não falo do escandalo com a informação exterior, mas com o sentimento de escandalo, individual.
Postura mais adulta seria averiguar as informações e colocar nos "pratos da balança" para tomar a decisão que achar mais adequada para o país, mas buscando informações de fontes seguras dos dois lados.
Essa postura não se restringe apenas as eleições, mas ao cotidiano.
Mas não seria bom esquecer que a mudança para um mundo melhor não depende apenas de quem assumirá a presidencia da republica, mas que eu seja no mundo, nas minhas atitudes, a mudança que eu desejo no mundo.

domingo, 19 de setembro de 2010

Inteligência no Comportamento

A quem pertence o meu sentimento? Eu consigo esconder uma verdade de mim mesmo, acreditando e não acreditando ao mesmo tempo; sabendo e não sabendo, escondendo minha verdade de mim.

Crise de abstinência de auto tortura: quando se sente a necessidade de manter comportamentos que induzem ao seu próprio sofrimento.

Torcida intima para que o plano do outro dê errado e eu tenha razão, mesmo que isso me prejudique. O orgulho é colocado acima do bem estar. Causa um falso bem estar, sem fundamento.

Sofrimento e repetições de situações emocionais formam círculos viciosos, com os quais a inteligência cognitiva pode analisar e auxiliar a um caminho para a paz interior.

O ponto de vista utilizado faz toda a diferença, pois o olhar saudosista, percebendo como a situação lembrada está perdida, tende à deprimenda, ao entristecimento. A lembrança revivendo um momento agradavel, traz as sensações agradaveis de outrora e o corpo organiza os mesmos beneficios

De tanto repetir essas orientações p/ meus clientes, palestras e matérias de jornal, pode ser que um dia eu aprenda e utilize.

Como lutar com armas que servem de tramela para a porta de sua realidade?

Diante da crise, centrar é uma boa escolha.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Curso em Nazaré-Uniluz

O curso A Inteligência Norteando a Paz ocorre em Nazaré Paulista-SP nos dias 18 a 20/06/2010.
Nazaré Uniluz é uma escola de desenvolvimento integral do ser humano e de sua inter relação com a totalidade da vida (www.nazaréuniluz.org.br).
A Inteligencia Norteando a Paz aborda a compreensão da relação corpo-mente-emoções através de técnicas de auto conhecimento, levando ao melhor auto compreensão e levando ao entendimento de como se formam as tensões musculares cronicas e como estas afetam comportamento e emoção.
Como desenvolver um comportamento assertivo? Melhorar a saude fisica, mental e emocional?
Os tipos e padrões de sentimentos tem padrões que poderiam ser observados. Voce já percebeu como o instinto se manifesta no seu dia a dia? Sua verdade pessoal condiz com a realidade que vive?
Sofrimentos e repetições das mesmas situações emocionais geram circulos viciosos.
A inteligencia cognitiva pode analisar o proprio comportamento diante de situações comuns, mas desgastantes emocionalmente.
Sua inteligencia pode ser usada em seu favor.
Perceber a realidade como é, aceitar que o que não tem solução está solucionado e deixar o tempo agir pode ser um caminho para a paz interior.

sábado, 26 de dezembro de 2009

Olhando o Óbvio

Quando convertemos emoções em sintomas orgânicos, estamos expressando de forma inconsciente algo que “não está muito bem em nós”, podendo aparecer na forma de problemas de sono, mal estar, dores, perda ou excesso de apetite, compulsividade, impaciência, depressão, “nervosismo”, disfunções cardíacas, respiratórias, circulatórias ou musculares, perda de memória e raciocínio, estados de terror ou pânico, além de uma lista imensa de possíveis sintomas, que são necessários para nos darmos conta de que algo está errado conosco.
Chamamos isso de desequilíbrio.
Se procurarmos um auto conhecimento, uma compreensão maior de nós mesmos, podemos até mesmo reverter alguns destes processos, pois se a “mensagem” enviada pelo inconsciente em forma de somatização foi recebida e entendida pela mente, estes sintomas não serão mais necessários.
Se uma pessoa tem, por exemplo, dores na parte superior das costas, provavelmente terá, também, muitas preocupações, antecipando seus problemas ao invés de “deixar as coisas acontecerem”.
Será como se seu corpo estivesse dizendo “carrego o peso do mundo em minhas costas”. Uma vez entendida e modificada essa atitude interior - o que não é tão fácil, podendo precisar de um árduo trabalho - o sintoma se torna desnecessário e desaparece.
A ansiedade não é apenas um sintoma, mas um síndrome, ou seja, um conjunto de reações que atinge o organismo como um todo - corpo, mente e emoções.
Se um profissional da saúde aborda um sintoma por um destes itens - corpo, mente ou emoções - pode obter um bom resultado, mas se abordar o sintoma de um modo mais abrangente, ou seja, como um todo, provavelmente obterá melhores resultados e em menos tempo.
A relação entre corpo, mente e emoções será melhor compreendida quando tivermos desenvolvido nosso auto conhecimento, levando-nos a entender como se formam as tensões, como funcionam os relaxamentos e como melhorar a saúde física e mental. A tão almejada busca por um mundo melhor encontra sua resposta no interior de nós mesmos, e se podemos melhorar nosso padrão de vida, por que não faze-lo?

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Para nossos filhos

O desenvolvimento humano já começa bem antes da própria concepção. Muito que a pessoa apresenta como adulto, já se manifesta geneticamente na família. Algumas tendências a doenças (alcoolismo, problemas cardíacos, respiratórios, etc.) podem ser transmitidos pelas gerações.
Outro fator importante no desenvolvimento da personalidade é o comportamento dos pais. Daqui a alguns anos serei pai e já estou cuidando das minhas “neuras”, para que quando eles cheguem encontrem um pai mais equilibrado – ou menos desequilibrado.
As atitudes dos pais são imensamente marcantes mais que suas palavras. O velho jargão “Faça o que eu falo, não faça o que eu faço”, não funciona. Os filhos costumam copiar dos pais suas atitudes, até as que acham mais repugnantes, quadradas e ridículas. Quantas vezes nós, os adultos de hoje, nos pegamos repetindo atitudes de nossos pais? Após alguns anos, muitas vezes nos pegamos fazendo coisas que antes condenávamos. Quanto disso transmitiremos aos nossos filhos?
Precisamos nos cuidar para que a próxima geração seja melhor.
Ainda hoje existem algumas famílias que se tornam numerosas por não fazer uso de métodos contraceptivos, seja por ignorância, seja por descaso.
Muitas adolescentes engravidam por brincadeira, por desinformação, por falta de um dialogo aberto sobre sexualidade - herdado de uma cultura conservadora que impede que se toque nesse assunto -, para sair da casa dos pais, ou pela ilusão de que a gravidez “prende” alguém.
Aí estão: mães despreparadas para a maternidade – ainda com as necessidades de uma adolescente, mas com as responsabilidades de adulto, gerando dificuldades para conciliar a nova situação familiar, os estudos e o desenvolvimento profissional.
Por outro lado, temos uma criança que acaba não recebendo a atenção de que necessita – o que trará amargas conseqüências em seu comportamento futuro, no seu desenvolvimento emocional, no aproveitamento escolar ou na forma de enfrentar o mundo e fazer suas próprias escolhas.
A época da gestação pode deixar marcas profundas, que muitas vezes aparecem em relatos clínicos de vivencias terapêuticas e acompanham essas pessoas por décadas.
Palavras e sentimentos que a gestante dizia ao feto em sua barriga, ou ouvia de seus pais, do cônjuge, a rejeição, o “acidente de percurso”, a tentativa de aborto, a “desonra da família” que abandona na hora de maior necessidade, o desamor e o ódio: tudo isso colabora para a personalidade futura daquele que ainda não raciocina como nós, adultos, mas sente e percebe tudo, deixando registrado em seu inconsciente como é o mundo que o espera, podendo esse aprendizado perpetuar por toda sua vida como a única verdade, mesmo que ele não tome consciência disso, tornando a vida muito amarga, Sentindo como se as pessoas o estivessem rejeitando, por mais acolhedoras que sejam, pois é uma “verdade interna”. Dentro dele, o modelo de mundo conhecido é assim.
O que acontece fora da barriga é refletido para dentro. Os mais antigos diziam “não deixa ela passar nervoso, ela ta grávida”. Observemos a propriedade dessas palavras.
Como havia dito, um feto ou um bebe não raciocina como um adulto. Estão mais ligados ao querer que ao pensar. Se o pai ou a mãe o deixam sozinho por muito tempo ou o abandonam, ele perceberá sua própria necessidade, e com seu choro reivindicará essas presenças. Após alguns anos pode ser que até consiga justificar aos outros o porquê dessa atitude de seus pais, defendendo-os com fervor – “afinal, são seus pais” - mas essa “desculpa” não apagará as marcas em sua alma deixadas pela solidão e pela necessidade não suprida de presença dos pais.
Muitos pais dizem “mas eu dou de tudo, dou vídeo game, bicicleta, tudo o que ele pede, não falta nada para ele”.
Bens materiais, presentes e comidas não são tudo o que uma pessoa precisa para viver. Às vezes um diálogo, um toque, um carinho, atenção, podem fazer toda a diferença. Não há bem material que substitua o bem estar emocional ou o espiritual, ou a presença verdadeira dos pais – não apenas a presença física -mesmo que por um tempo mais curto.
Ao entrarmos numa roda viva, onde precisamos de 3 ou 4 empregos para nos manter, não tendo tempo para família e laser, com o mercado de trabalho exigindo mais e mais, acabamos sacrificando os relacionamentos intrafamiliares, e o dinheiro que ganhamos com isso torna-se vazio, pois o que compramos com ele não supre nossas necessidades emocionais.
Os tempos mudaram, e ter um filho é algo muito sério. Devemos dar mais importância do que dávamos há 20 ou 30 anos atrás. É importante pensar, planejar, e não apenas coloca-los no mundo e deixar para a avó, a escola ou a sociedade criar. Se quiserem um filho, e não um delinqüente, façam parte da vida dele. Sejam realmente pais.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

MEDO DE PERDER

“Quanto perdemos por medo de perder”.
O medo sempre foi uma ferramenta necessária para as pessoas, mas quando começa a tomar proporções excessivas, se torna um fator perigoso.
Se nas guerras apenas se atacasse o tempo todo, não se usaria o bom senso para saber o momento de recuar e se fortalecer antes do novo embate, como fazem os grandes estrategistas.
A falta de medo, assim como o medo demasiado podem conduzir a situações que levam a prejuízos irrecuperáveis.
Como sempre, o caminho do meio, do equilíbrio aparece como a melhor opção.
Muitas vezes o medo nos coloca numa prisão sem paredes, uma cela sem grades, mas que nos mantém presos a conceitos e dogmas limitantes, conduzindo-nos a uma vida sem sentido, sem objetivos.
Podemos ter medo da crítica alheia ou que nos observem e “pensem” sobre nós, e assim deixamos de fazer o que queremos fazer e passamos a fazer o que imaginamos que o outro quer que façamos.
Agimos de acordo com o que achamos que o outro acha e passamos a aceitar essa premissa como verdadeira.
Em contra partida o outro pensa o mesmo sobre nós, e assim criamos uma sociedade onde todos vigiam a todos para que ninguém tire a máscara de bonzinho ou de bem comportado, mas que no fundo tem vontade de ser diferente, aprender a dizer “não” quando assim desejar, não comer o pedaço de bolo oferecido durante a visita “só pra fazer média”, quando não tem vontade nenhuma, ou ter que se vestir de determinada forma, não pela própria vontade, mas por que a educação, a religião ou a sociedade – que somos nós - assim exigem.
Todos vigiam a todos para que ninguém faça o que todos gostariam de fazer.
Onde será o lugar em que podemos ser nós mesmos? Esse lugar existe? Será que podemos aceita-lo?
Junto da enorme preocupação em ser normal, em ser aceito pelo outro, não percebemos que ter falhas e limitações, não ser perfeito, faz parte da normalidade, afinal de contas, “de perto ninguém é normal”.
Quando vemos a imperfeição do outro achamos graça ou nos indignamos ou ficamos com raiva, pois não aceitamos a nossa própria imperfeição.
“você viu o que ela fez?...”, “sabe da última?...”, “eu não sou de fazer fofoca, mas...”.
Pregamos o puritanismo, mas não aceitamos que o nefasto existe em nós.
A falta de coragem para enfrentar as pessoas e situações por vezes está ligada a falta de crença na própria capacidade, pregada desde a infância pelos pais através de frases ou palavras que mutilam como facas e matam as potencialidades.
“Sai daí que você não sabe fazer”, “não atrapalha que eu estou trabalhando”, “você faz tudo errado”, “como você pode ser tão burro”, “por que você não é como o fulano”.
O aprendizado de criança nos acompanha para o resto da vida e nos tornamos crianças grandes, sentindo a necessidade de que alguém nos dê a mão para sentirmos confiança e fazer algo, como falar em público, dirigir um carro, falar com alguém "importante", ou mesmo aceitar que podemos nos destacar em alguma atividade ou ´sermos suficientemente bons` em alguma coisa, ou seja, desenvolvermos nossas potencialidades.
Alguns, em seu perfeccionismo, passam a vida inertes, pois pode ser que algo saia errado, então acha melhor não fazer.
Não é apedrejado por ser apenas um ser humano que erra, mas por outro lado priva a si e ao mundo de tantas coisas boas e positivas de seu intento.
Ninguém é totalmente bom ou totalmente ruim.
Aceitarmo-nos como somos pode evitar muitas perdas que o medo de perder nos impele.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Inteligencia Norteando a Paz

A vivencia "A Inteligencia Norteando a Paz" substituirá o Curso sobre Ansiedade e Relaxamento em Nazaré-Uniluz, de 27 a 29/11/2009.
Considerando que em nosso desenvolvimento como ser integral passamos por fases, o instinto, que foi importante em fases anteriores, hoje pode comprometer nossa qualidade de vida, pois o formato social e as necessidades humanas são diferentes, em comparação com outras épocas.
Temos desenvolvidas três estruturas cerebrais que geram algumas questões na sobrevivência: eu quero? eu posso? eu preciso?
Agimos por reflexo ou com reflexão? O que pensamos ou os atos que cometemos geram incômodos? Problemas pessoais podem ser modificados? Através da inteligência, que é um atributo humano, podemos modificar nossa forma de lidar com os conteúdos antigos?
Para o desenvolvimento do aprendiz, cremos na importância de o mesmo perceber padrões de pensamento e de comportamento repetitivos que podem diminuir seu potencial de qualidade de vida nos aspectos intimo e social.
A relação entre corpo mente e emoções pode ser melhor compreendida através de um maior auto conhecimento, levando-nos a entender como se formam as tensões musculares e como elas alteram comportamento e emoção. É possível desenvolver um comportamento assertivo? É possível melhorar a saúde física, mental e emocional? Esse curso expõe os tipos e padrões de sentimentos e seus efeitos, fala sobre o instinto presente no cotidiano e orienta sobre como comparar o que o pensamento cria como verdade pessoal, mas que não condiz com a realidade. Sofrimento e repetições das mesmas situações emocionais formam círculos viciosos. A inteligência cognitiva pode analisar o próprio comportamento diante de situações comuns, mas desgastantes emocionalmente. Sua inteligência pode ser usada em seu favor. Perceber a realidade como é, aceitar que o que não tem solução está solucionado e deixar o tempo agir pode ser um caminho para a paz interior.