sábado, 22 de agosto de 2009

A HORA DE PARAR

A vida acontece em ciclos. Ciclos que vão e vem, sobem e descem.
As fases da lua, as marés, estações do ano, a menstruação e as várias coisas que se repetem em nossa vida.
Já pensou se a lua fosse nova o tempo todo, se a maré fosse eternamente cheia, se sempre fosse outono...
Se olharmos para o cotidiano veremos alguns de nossos ciclos: sentimos fome, comemos, ficamos saciados, a fome não incomoda por algum tempo e depois tudo se repete.
Algo nos incomoda, sentimos raiva, medo, vontade ou qualquer coisa assim, tomamos uma atitude, resolvemos e voltamos á estabilidade.
Não é assim?
Nem sempre! Essa é a forma ideal, mas nem sempre esse ciclo se fecha.
Vivemos em uma sociedade competitiva, onde a agitação e a ansiedade imperam, e nesse ciclo estafante, com pressa e rivalidade, numa tensão psicológica constante, alteram-se funções fisiológicas, gerando distúrbios e doenças.
A fase de estabilidade tem sido substituída pelo inicio do próximo ciclo.
Comemos antes de sentir fome novamente e ficamos pensando no trabalho e nos problemas quando deveríamos ir para a cama e dormir para iniciarmos as atividades no outro dia.
Acabamos por não compreender o quanto é importante ter tempo para tudo, e esse tudo inclui tempo para parar e ficar fazendo nada.
Às vezes é importante reservarmos um horário para ficarmos à sós conosco.
É um momento essencial para o equilíbrio e a saúde, onde entramos em contato com os “ouvidos interiores”, que podem nos ajudar a assimilar as experiências da vida.
Nem sempre ficar só significa a dor da solidão. Em certas ocasiões se torna um período de preparação para os tempos de crescimento pessoal, um convite à maturidade que se desenvolve dia a dia.
Algumas pessoas procuram áreas verdes ou lagos onde possam simplesmente contemplar a natureza, presenteando-se com deliciosos momentos de paz.
Outros reservam um tempo para meditação, yoga, massagens, terapias, um tempo para si mesmas.
No outro extremo, alguns trabalham 25 horas por dia, mais horas extras, movidos a lexotan, e só param quando alguma doença os imobiliza.
De acordo com o Livro Sagrado, contam que Jesus, na sua sabedoria, de tempos em tempos subia ao Monte das Oliveiras em busca de tranqüilidade e calmaria, para se encontrar consigo na quietude do coração e do intelecto.
Na estrada existencial precisamos refletir sobre nossa própria essência, pois sem isso o caminho é árduo e pouco aprendemos.
Perceba o que seu corpo lhe diz. Fique atento.
Às vezes precisamos parar.

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