quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Inteligencia Norteando a Paz

A vivencia "A Inteligencia Norteando a Paz" substituirá o Curso sobre Ansiedade e Relaxamento em Nazaré-Uniluz, de 27 a 29/11/2009.
Considerando que em nosso desenvolvimento como ser integral passamos por fases, o instinto, que foi importante em fases anteriores, hoje pode comprometer nossa qualidade de vida, pois o formato social e as necessidades humanas são diferentes, em comparação com outras épocas.
Temos desenvolvidas três estruturas cerebrais que geram algumas questões na sobrevivência: eu quero? eu posso? eu preciso?
Agimos por reflexo ou com reflexão? O que pensamos ou os atos que cometemos geram incômodos? Problemas pessoais podem ser modificados? Através da inteligência, que é um atributo humano, podemos modificar nossa forma de lidar com os conteúdos antigos?
Para o desenvolvimento do aprendiz, cremos na importância de o mesmo perceber padrões de pensamento e de comportamento repetitivos que podem diminuir seu potencial de qualidade de vida nos aspectos intimo e social.
A relação entre corpo mente e emoções pode ser melhor compreendida através de um maior auto conhecimento, levando-nos a entender como se formam as tensões musculares e como elas alteram comportamento e emoção. É possível desenvolver um comportamento assertivo? É possível melhorar a saúde física, mental e emocional? Esse curso expõe os tipos e padrões de sentimentos e seus efeitos, fala sobre o instinto presente no cotidiano e orienta sobre como comparar o que o pensamento cria como verdade pessoal, mas que não condiz com a realidade. Sofrimento e repetições das mesmas situações emocionais formam círculos viciosos. A inteligência cognitiva pode analisar o próprio comportamento diante de situações comuns, mas desgastantes emocionalmente. Sua inteligência pode ser usada em seu favor. Perceber a realidade como é, aceitar que o que não tem solução está solucionado e deixar o tempo agir pode ser um caminho para a paz interior.

domingo, 23 de agosto de 2009

O SÁBIO SABE?

Há quase dois mil e quinhentos anos, na Grécia Antiga, nasceu Sócrates, que se destacou como filósofo e nos deixou como legado sua dialética, ou seja, sua forma de olhar para coisas que parecem banais e, comparando-as, chegar a fantásticas conclusões.
Sócrates foi bastante simples em seus modos, mas um grande pensador.
Certa vez Querofante, seu amigo de infância foi com ele ao famoso oráculo de Delfos e perguntou à sacerdotisa quem era mais sábio que Sócrates. A mesma respondeu que não havia alguém mais sábio.
Sócrates estranhou essa resposta, pois se observava como não sendo nem muito sábio nem pouco.
Apesar de saber que o oráculo não mentiria, saiu à procura de alguém mais sábio para que pudesse mostrá-lo à sacerdotisa, dizendo: “eis aqui um mais sábio do que eu, quando tu disseste que eu o era!”.
Mas ao procurar esse sábio, examinando seus conhecimentos, percebia que quem passava por sábio aos olhos de muita gente e até aos próprios, não o era.
Ao retirar-se concluía para si mesmo: “mais sábio do que esse homem eu sou; é bem provável que nenhum de nós saiba nada de bom, mas ele supõe saber alguma coisa e não sabe, enquanto eu, se não sei, tampouco suponho saber. Parece que sou um pouquinho mais sábio que ele justamente em não supor que saiba o que não sei”.
Nesta busca pela verdade, Sócrates acabou, mesmo sem querer, semeando muitos inimigos, pois o orgulho que sustentavam esses falsos sábios acabava minado pelos questionamentos e ao cair a mascara de sábio, feria-lhes o orgulho e o espelho da realidade gerava raiva e ódio.
Essa é uma realidade ainda nos dias de hoje, onde muitos precisam “manter as aparências”.
Entendo ser uma pessoa humilde alguém que é simplesmente o que é, sem a necessidade de parecer mais. Certas pessoas usam de falsa modéstia para parecer humildes, mas não é necessário se colocar abaixo do que se é, nem acima.
Sócrates sabia de suas capacidades e suas limitações. Não cometia excessos, pois não precisava deles. Era feliz e sereno, satisfeito com o que tinha, sem ambições, podendo, assim, viver plenamente a vida.
Hoje em dia é muito comum quem trabalhe até enquanto sonha, preocupando-se em trabalhar ainda mais para juntar riquezas, e nosso orgulho nos transforma em super homens ou super mulheres, fazendo-nos sentir heroicamente estressados, por vezes julgando e nomeando os outros como ociosos, improdutivos, desprezíveis ou inúteis.
O orgulho muitas vezes nos impede de crescer, seja como pessoa, família, grupo, empresa ou país.
Quando alguém diz algo que nos incomoda, seria interessante analisar por que isso incomoda. Por vezes taxamos de inimigo a pessoa que pode nos abrir os olhos para muitas limitações nossas, mas perdemos a oportunidade simplesmente devido o orgulho.
Se nos fala algo que não condiz com a realidade, a verdade cedo ou tarde aparecerá, e se nada devo, nada tenho a pagar.
Se precisou inventar mentiras ou calúnias para prejudicar-me, enquanto eu não preciso, ele deve estar em piores condições que eu, precisando de falsidades para conduzir a vida. Pobre coitado! Será que não percebeu que a vida é como um bumerangue e o que oferecemos ao mundo nos é devolvido?
A mentira pode reinar por um tempo, mas o próprio tempo mostra a verdade.
Se o que a outro diz for verdade, tendo a humildade de reconhece-la, terei a chance de aprender com o fato e ser pessoa melhor.
Esse é o caminho para se ter a certeza interior de que caminho seguir, que dores continuar carregando pela estrada da vida, quais boas qualidades realmente tenho e posso oferecer ao mundo, e que tendências negativas seria conveniente ou bom corrigir. Como dizia o filósofo, “Conhece-te a ti mesmo”.

sábado, 22 de agosto de 2009

A HORA DE PARAR

A vida acontece em ciclos. Ciclos que vão e vem, sobem e descem.
As fases da lua, as marés, estações do ano, a menstruação e as várias coisas que se repetem em nossa vida.
Já pensou se a lua fosse nova o tempo todo, se a maré fosse eternamente cheia, se sempre fosse outono...
Se olharmos para o cotidiano veremos alguns de nossos ciclos: sentimos fome, comemos, ficamos saciados, a fome não incomoda por algum tempo e depois tudo se repete.
Algo nos incomoda, sentimos raiva, medo, vontade ou qualquer coisa assim, tomamos uma atitude, resolvemos e voltamos á estabilidade.
Não é assim?
Nem sempre! Essa é a forma ideal, mas nem sempre esse ciclo se fecha.
Vivemos em uma sociedade competitiva, onde a agitação e a ansiedade imperam, e nesse ciclo estafante, com pressa e rivalidade, numa tensão psicológica constante, alteram-se funções fisiológicas, gerando distúrbios e doenças.
A fase de estabilidade tem sido substituída pelo inicio do próximo ciclo.
Comemos antes de sentir fome novamente e ficamos pensando no trabalho e nos problemas quando deveríamos ir para a cama e dormir para iniciarmos as atividades no outro dia.
Acabamos por não compreender o quanto é importante ter tempo para tudo, e esse tudo inclui tempo para parar e ficar fazendo nada.
Às vezes é importante reservarmos um horário para ficarmos à sós conosco.
É um momento essencial para o equilíbrio e a saúde, onde entramos em contato com os “ouvidos interiores”, que podem nos ajudar a assimilar as experiências da vida.
Nem sempre ficar só significa a dor da solidão. Em certas ocasiões se torna um período de preparação para os tempos de crescimento pessoal, um convite à maturidade que se desenvolve dia a dia.
Algumas pessoas procuram áreas verdes ou lagos onde possam simplesmente contemplar a natureza, presenteando-se com deliciosos momentos de paz.
Outros reservam um tempo para meditação, yoga, massagens, terapias, um tempo para si mesmas.
No outro extremo, alguns trabalham 25 horas por dia, mais horas extras, movidos a lexotan, e só param quando alguma doença os imobiliza.
De acordo com o Livro Sagrado, contam que Jesus, na sua sabedoria, de tempos em tempos subia ao Monte das Oliveiras em busca de tranqüilidade e calmaria, para se encontrar consigo na quietude do coração e do intelecto.
Na estrada existencial precisamos refletir sobre nossa própria essência, pois sem isso o caminho é árduo e pouco aprendemos.
Perceba o que seu corpo lhe diz. Fique atento.
Às vezes precisamos parar.

domingo, 9 de agosto de 2009

Congresso Nacional de Saúde e Espiritualidade em Marilia

Nos dias 14,15 e 16 de agosto de 2009, em Marília (interior de São Paulo), ocorrerá o VI Congresso Nacional de Saúde e Espiritualidade - Paradigma Espírita, em Marília (SP), organizado e realizado pelo Departamento Acadêmico da AME-Brasil. O evento tem a participação ativa na realização do Núcleo Universitário de Saúde e Espiritismo de Marília (integrante do Departamento Acadêmico da AME-SP).
O congresso conta com o apoio da AME-São Paulo e da AME-Brasil para sua organização, além do apoio do UNIVEM, do Colégio Bezerra de Menezes, da USE-Marília e do Instituto Bairral.
Parte da venda arrecadada no congresso será destinada ao "Hospital Espírita Fabiano de Cristo - atendimento de retaguarda a portadores com câncer".
As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pela Loja Virtual da AME-SP (www.amesaopaulo.com)
Para mais informações, entre em contato com congressoacademico@gmail.com / secretaria@amesaopaulo.org.br ou (11) 5581-7089 / (14) 8123-0333.
Participarei desse congresso com palestra sobre Ansiedade e Somatização.

CORPORIFICAR

O conhecimento do corpo é como a entrada em uma grande catedral. Entra-se por uma entrada estreita e se depara com um mundo enorme em que se deslumbra e a alma parece ficar do tamanho deste novo mundo.
Só depois podemos perceber os vitrais, os detalhes, só com o tempo podemos capta-los com precisão e toda sua riqueza.
Como devo ter me sentido quando nasci e saí de um mundo apertado para uma imensidão? Não sei se apenas me assustei e chorei, se fiquei maravilhado com a existência de um mundo tão grande, ou se não me dei conta do que estava acontecendo. Não sei! Só depois de muito tempo consegui começar a decodificar esta imensidão. Por muito tempo olhei sem enxergar, toquei sem perceber, vi sem entender com a razão, mas em meus sentidos recebia impressões, sem saber o que fazer com elas, ou sem sentir necessidade de responder à essas impressões.
O tempo aprimorou a percepção do mundo externo, me permitindo maior precisão nas minhas conclusões sentidas e pensadas, e esse mesmo tempo me ensinou a ocultar essas impressões para que elas não me machucassem.
Às vezes olho no espelho e não reconheço meu rosto; olho minhas fotos e não me identifico.
O tempo às vezes me faz permanecer dentro de mim e esquecer o mundo lá fora. Em outras oportunidades saio e me distancio de mim, querendo abarcar o mundo para não me olhar, talvez por sentir que eu não seja tão bom assim.
E nessa estranha pulsação para dentro e para fora, começo a perceber nestes extremos que estou sendo injusto ao culpar o tempo ao invés de assumir meu egoísmo e minha vontade de fugir de minhas limitações.
Quero crescer aprendendo a ser criança, mas uma criança que já saiba usar os sentidos sem se prender tanto àquela razão adulta que acaba me escondendo as verdades para me proteger; ver o mundo como a criança, com os olhos do coração, permitindo que as coisas sejam como são.
São tantas as impressões que o mundo me passa e eu não sei o que fazer com tudo isso.
Mergulhado neste grande oceano de impressões aparece novamente o fator tempo, que junto com minha vontade de viver e amar, me ensina a arte de viver.

JOGO DA TRANSFORMAÇÃO

Os próximos Jogos da Transformação ocorrerão em meu consultório nos dias 22/08; 19/9; 24/10 e 21/11/2009.
O jogo da transformação é uma maneira alegre de entender e transformar alguma questão pontual, auxiliando a explorar os níveis físico, emocional, mental e espiritual ligados ao assunto escolhido.
Esse assunto pode ser profissional, pessoal, afetivo, bloqueios ou outra questão específica, fazendo com que você olhe para ele, levando-o a perceber como reage, como pode utiliza-lo para o seu próprio crescimento, solucionando problemas e alcançando metas desejadas. Através do jogo você pode se tornar mais consciente de suas forças pessoais.
Ao trazer novas perspectivas às questões atuais de sua vida, o jogo auxilia o esclarecimento de velhas crenças e atitudes, transformando padrões de reação.
No início do jogo você determina seu foco pessoal e mantendo esta questão em mente enquanto joga suas experiências trarão clareza, entendimento e novas direções para esta questão focada.
O jogo irá atingir o âmago de sua questão e a tocá-lo profundamente na medida em que você estiver disposto a experimentar.
Durante o jogo você terá contato com os bloqueios a cada nível, que te impedem de alcançar seu propósito, além de insights que revelam verdades importantes para alcançar suas metas.
Venha experimentar esse fascinante jogo da vida!
Duração: 08 a 12horas- grupo de 2 a 4 pessoas

FRUTOS DA ALMA

Certa vez ouvi um conto sobre uma mulher que sonhara com uma floresta num dia quente de verão. Sufocada pelo calor, corre em busca de alivio. Encontra numa clareira um lago de água fresca. Depressa tira as roupas, mas quando ia se jogar na água aparece um homem. Com medo fugiu para as arvores, mas quanto mais corria, mais se sentia perseguida.
Numa clareira da vegetação viu a entrada de uma caverna. Correu mais rápido e entrou espavorida. Tinha despistado o perseguidor. Correu para dentro, pensando em sair do outro lado, mas a caverna não tinha saída. Encolheu-se junto a parede do fundo e esperou. Logo surgiu o homem entrando na caverna. Encostada à parede gritou para o estranho: “espera aí, o que você vai fazer comigo?”. O homem respondeu: “não sei, o sonho é seu!”.
Em momento algum o homem do conto se coloca como perseguidor, mas ela o sente assim permanentemente.
Isso lembra nossa vida real, onde a forma de olhar para o mundo pode ser pesada, amarga, ou alegre, maravilhosa. Duas pessoas podem sentir a mesma situação de forma totalmente oposta. Fazer uma prova na escola pode gerar uma tensão enorme, fazer suar de medo e insegurança, gerar disfunções intestinais ou urinarias e insônia, ou, por outro lado, pode ser apenas uma prova. Encontrar uma pessoa, ir para o trabalho e as coisas mais corriqueiras podem ser encaradas como situações simples ou como a pior coisa do mundo.
Até a mesma pessoa pode estar nos dois pólos, em momentos diferentes, como acontece com algumas na tensão pré-menstrual, onde um olhar pode `explodir uma bomba`, e noutro momento, uma situação igual ou pior pode ser vista como algo corriqueiro.
A própria vida acontece numa sucessão de ciclos, onde os extremos aparecem. As vezes estamos bem dispostos, as vezes sem vontade nenhuma. Alegria e tristeza, sorte e azar, vontade e apatia, altos e baixos, e assim a vida continua. Se a imaginássemos como uma seqüência de ondas num vídeo, para cima e para baixo, com um eixo central, quanto mais longe desse eixo estivessem nossos altos e baixos mais desequilibrados estaríamos.
A vida tem essa oscilação, mas o problema é ser extremista, colocando uma simples hipótese como uma verdade absoluta e terrível, como no conto apresentado. Terminar um namoro e dizer que nunca mais vai gostar de ninguém, discutir com um amigo e dizer que nunca mais quer vê-lo...
Todos esses comportamentos geram respostas corporais que, se forem observadas podem ajudar a se entender melhor. Lendo a estória acima ou assistindo a um filme de ação ou suspense, podemos notar que o corpo por vezes responde como se estivesse vivendo a situação, se tensionando, alterando a respiração, instigando a imaginação. Diante de situações extremas, que levam a atitudes inadequadas ou ríspidas, podemos nos educar para respirar fundo, acalmar a musculatura (pois sem músculo tenso não tem nervosismo) e parar, ao invés de seguir o instinto.
Em atividades como relaxamento, meditação, yoga e massagem, começamos a ficar mais centrados em nós mesmos, e conseqüentemente percebendo o mundo com mais clareza. Diminuindo a oscilação os altos não serão tão altos e os baixos não serão tão baixos. A ansiedade e os momentos depressivos serão menos intensos.
A qualidade de vida é a bola da vez, e para alcança-la é preciso olhar para si mesmo, ter um tempo para você, saindo da loucura cotidiana, pois o silencio é o sol que amadurece os frutos da alma.